HAVENON

Luxuriosos(Viva a atemporalidade)

Mas guardo na atemporalidade da minha mente o desejo que se liberta. Se vou saciá-lo não sei…Talvez sim, talvez não… não sou senhor do meu tempo, nem muito menos do meu futuro, só não reprimo esse desejo de te possuir, ao menos por algumas horas.

O que é a atemporalidade? -Você me pergunta- É aquele lugar onde posso voltar sempre que quiser, onde posso experimentar de delícias, fantasias, e também tristezas. Mas deixemos as tristezas de lado (ao menos por hoje). Quero falar dos meus desejos, não os materiais (aquela megalomania do ter, dos nossos dias), mas aqueles mais lascivos, que podem começar num beijo lento e delicado na sua libidinosa boca, descer por esse pescoço, liso, hidratado, sentir a minha língua alisando, descendo até esses dois belos montes rosados, durinhos e adorados. Imagino-os à mostra, como que me esperando, como termômetros do teu desejo carnal…


Nessa entrega, lenta e gradativa, sinto as tuas mãos pelo meu corpo (você sabe que pode ficar a vontade) acompanhando o ritmo das minhas mãos que descem e sobem pelo teu corpo…que responde a cada toque (arrepios, respiração cadenciada, baixos gemidos), ainda aos poucos vou descendo, me deliciando e sua linda barriga, mais parecendo uma planície onde posso correr solto, procurando um lugar (Sabemos onde queremos chegar, mas não existe pressa).
Já sem a camisa sentimos nossos fluidos, fruto do frenesi de um corpo contra o outro, volto a beijar a tua boca, já não lentamente, mas com um fome de quem quer muito mais. Vejo meu sonho sendo realizado, você me conduz ao Nirvana ao me tocar, não mais com as mãos, só, mas com a sua boca. Com uma expressão de prazer indescritível, você desce até… e lá, em movimentos que mais parecem calculados, encaixa-me em sua boca, já não querendo mais ver as peças de roupas sobre nós. Fico de pé, nu, na sua frente, e começo a arrancar toda falsa pele de você…Ficamos ali…nos olhando, nos alisando, nos deliciando com a vontade que brilha em nossos olhos…sem mais uma só palavra nos deitamos…você se abre para me receber. Como é bom me sentir bem vindo…aos poucos vamos ficando um só, numa união carnal, luxuriosa…maravilhosa. Estamos um no outro, seu movimento é o meu movimento… sentir você…aos poucos ir aumentando nosso ritmo…em uma perfeita coreografia…com vários passos (quem precisa do Kama Sutra, se existe essa química?). Após algum tempo, que só dependeu de nós dois, explodimos juntos num clímax, uma explosão de prazer, gemidos, arfadas…enfim…


Saciados ( pelo menos por enquanto…) ficamos a nos olhar, fazendo sexo com os olhos, as mãos…( o corpo humano é todo ele um ponto “G”)…
Sonhos/desejos…que podem não se cumprir, mas que existem, e estão lá…na atemporalidade a espera de nós dois, somente e nada mais!

Inspiração: Não pretendia colocar nada aqui que não fosse de minha autoria, mas as palavras de Havenon [pseudônimo] precisavam estar aqui, não me perguntem porquê. O texto é de um amigo e surgiu em uma de nossas conversas. Fico lisonseada.

Imagem: Embora eu esteja na foto, não sou dona da mesma [direitos autorais]. Como ela não está mais no endereço oficial do autor, só coloquei diretamente do meu álbum. Deixei essa imagem porque foi dela que iniciou as palavras.

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