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Gerlandy Leão

 

 

 

Não tenho uma frase palavra melhor para expressar…

Nunca esperei por tanto por um filme, fazendo contagem regressiva para a data de estréia. Acompanhando  com uma novela a cada informação que saía, almejei como um capítulo final o dia 18 de julho de 2008. E lá fui eu ficar boquiaberta em todas as cenas de Batman- o cavaleiro das trevas. HAvia comentando  sobre minah expectativa no início do ano https://gerlandy.wordpress.com/2008/01/23/sobre-filmes-em-2008-o-que-vi-e-o-que-verei/.

Tinha certeza que o filme seria bom e exatamente por isso temia que acontecesse a cena de: “Ah, isso eu já sabia”. Bobagem! é clichê dizer, mas superou sim, todas as expectativas.

 

Muitas pessoas já assistiram e os números (recordes) estão aí. Quem finge que não gosta por ser visto por muitos não tem idéia do que está perdendo, quem gosta e aguardou como eu, sabe do presente que recebemos este ano. Não sou crítica de cinema nem por isso não poderia deixar de registrar. Pela primeira vez penso em correr de novo para o cinema, já que na estréia é aquela empolgação, emoção, euforia… mas deixar um pouco lá para frente. Como não tive condições de fazer uma melhor análise, publico algumas colocações que recebi de um amigo e minha réplica. Só avisando, tem spoilers. As primeiras falas são do meu amigo Cauê, tou citando para deposi ele não me processar rs.

 

 

1 Ledger fez o filme e apagou o Batman…;

 

Eu confiava nele e sabia que iria arrebentar, mas sabemos que muito antes dele morrer o filme ia ser do coringa. Foi emocionante vê-lo nas tê-las e principalmente não ver as entrevistas as falas. Sabemos que ele se dedicou mesmo. Há quem diga que foi o próprio Coringa que matou o ator (https://gerlandy.wordpress.com/2008/01/23/falecimento-de-heath-ledger/). Se verdade ou mentira, não se sabe.  Batman ficou apagado, ao contrário: o Coringa exigiu muito mais do Batman que me fez ser mais fã dele.

 

2 Jack Nicholson que me perdoe, mas Ledger…a culpa eu explico mais a frente que dem quem foi;

 

Se vc quer dizer que a culpa é do Buton não concordo. Nicholson fez um ótimo trabalho, mas o contexto do primeiro Coringa tá mais para o da série. Cada um com seu valor, embora tenha preferido os dois trabalhos de Nolan, não podemos esquecer da importância de Burton.

 

3 Morgan Freeman é simpatico demais, até quando faz papel de figurante =);

 

Impressionante como em Batman ninguém é mero figurante. Todos participam, todos fazem a trama. Não tem como não gostar.

 

4 Aquela voz do Batman…era algum sintetizador de voz que as indústrias Wayne inventaram e não explicaram no filme ou ele sempre vai a algum show antes de ir pros “trabalhos” a noite e fica gritando, até ficar com aquela voz rouca?;

 

Nem tudo tem que ser explicado né? fica muito didático.

 

5 A mulher tinha que morrer mesmo, não fará falta;

 

Geralmente essas mulherzinhas são muito chatas, mas curiosamente gosto Beth Roos de Hulk e gostei muito da Rachel da Maggie. E ela tava com tudo sendo disputada por dois homens maravilhosos, tadinha. Mas eu tenho pena mesmo é do Wayne, além dos pais, perdeu a amiga de infância.

 

6 Harvey Dent…senti pena do bixim e ele acabou com o Tommy Lee também, alias, ele não acabou, quem acabou com Tommy lee foi o Tim Burton. Campanha: Tim Burton NUNCA MAIS!;

 

Confesso que chegou um momento do filme  que eu torcia p Harvey não se tornar mais o duas caras. Tommy Lee tb foi outro contexto, ele tava mais  cômico junto com o Charada. Mas aquele filme foi meio tosco e já foi profetizado que seria bomba com a escolha de Val Kilmer que de Batman não tem nada.

Ah e só uma correção: O filme não é do Burton, mas de Joel Schumacher, o mesmo que fez Batman e Robin com o ridículo batcartão, e que anos mais tarde depois pediu desculpas aos fãs do morcegão por ter feito trabalhos tão ridículos. Então pare de implicar com o Burton.  E seja mais grato, por ele ter ressuscitado o personagem p as telonas.

 

7 O Batman não matou, e isso me decepcionou mais uma vez;

Isso não me incomoda nem um pingo. Ele fez muito, deu porrada. Mostrou que é macho, bate mesmo, é o cara.

 

8 Eles conseguiram fazer um bom filme, melhor que o último, espero que não façam como o Homem-Aranha;

Eles conseguiram fazer um ÓTIMO filme. Estou super feliz. O erro do homem aranha não vai se repetir tenho certeza q já tiraram lições.

 

9 O duas-caras mal apareceu e já morreu? era um vilão tão promissor. Mas foi aquele lance, deixaram ele tão puro de um jeito, que depois não conseguiram corrompe-lo e mataram…hahahaha!;

 

Realmente eu não entendi aquilo. Ele só se revolta pq perde a mujlher amada? Não não. Acho q tem coisa incompleta aí. Mas todos sabem q inicialmente o filme era p ser coringa e Harvey Dent, o Duas caras só apareceria no terceiro filme. Mas depois de tantas especulações, Ele apareceu.


10 Quero que Batman mate, mas pelo visto o PG13 não deixará, e els vão abrir as salas dos cinemas pros pivetes, mas ainda sonho com o “Batman para adultos”, calma não é um filme porno do batman comendo a mulher-gato…hahaha!;

 

Como já disse, não me incomodo por ele não matar.


11 O Coringa estava certo sobre gerar o caos pra mostrar o que a humanidade é capaz, ele só vive na linha já ultrapassada, apoiado!;

 

Puta que pariu, os diálogos do coringa devem ser todos copiados. E te confewsso q lembrava de ti o tempo todo nessa hora. Tinha momento q eu se assustava comigo pq eu concordava com ele em muitos momentos. “Tudo faz parte do plano”.

 

Um Filme Maravilhoso.

Gerlandy Leão

jones

Foi preciso o maior e mais famoso arqueólogo do cinema- Dr. Jones- retornar para desenterrar meu blog que estava perdido mas conservado. Bem como ele ainda não deve virar peça de museu pretendo continuar com sua utilidade. Até porque ele está fazendo apenas 1 aninho neste mês de maio, mês tao especial.

Não sou crítica de cinema, mas sou muito fã do mesmo, portanto como já citado outro momento este filme foi bastante esperado por mim. É, fui uma menina fã das histórias maravilhosas, a receita me agradou desde cedo: Aventura, sobrenatural, história e claro Harrison Ford que apesar de tá vovô não envergonha em nada (e pensar que cheram a escalar o TOm Seleck, aquele bigodudo de três solteirões e um bebê, ainda bem que ele resolveu fazer MAgno).

Quando saí do cinema a sensação que tive foi de estar em extase e engraçado que recebi a mensagem do meu amigo lá do Ceará dizendo o mesmo, sem nem termos trocado ainda uma só palavra sobre o filme. Tenho q confessar que meu clima de nostalgia ajudou a boa recepção do mesmo, mas ao mesmo tempo acho que a ansiedade poderia estragar também.

Apesar de não ter o charme, juventude e força dos demais, continua com a mesma inteligência e ganha uma companhia perfeita do Mutt Willians e claro da volta da Marion (apesar deu esperar mais dela, como umas viradas de copo). O filho de Marion com características tanto dela quanto do pai, um fofo e com uma ótima atuação daquele moleque. O menino pega perfeitamente no chapéu, mas apesar de insinuar teria sido uma heresia se tivesse conseguido colocar, só existe um Indiana Jones.

Cate Blanchet, uma das atrizes que mais odeio (só perde para Paltrow) até que começa a ser digna de meu respeito porque já vi qual é a dela: é canastrona.

Quanto aso chatos de plantão, sim aquilo é ficção. E em cinema pode tudo, até cair da cachoeira três vezes e não morrer, esqueceram que é Indy Jones que bebeu água no Santo Graal, se não lembra vá ver, se não viu vá ver, se não gosta vá assistir ao Van Dame (que é ficção para caramba). Isso tem a ver com gosto. É igual tu não gostar de musical e dizer que Moulin Rouge não presta, vai ver lá o steve seagal ou então uma comédia romântica (apesar de adorar, esse lance de se apaixonarem e serem felizes p sempre é tão ficção quanto o apresentado no Indy).

Tem gente que não aguenta, não entende, não se interessa pela história nem sente paixão e vem faz o favor de ir assistir só para dizer: não disse que é só mentira? Faço minhas as palavras do meu amigo Cauê, Indy deveria ser proibido para não fãs. Com isso a gente criou até uma provinha básica que deveria submeter os futuros interessados em assistir o Reino, sim, nós somos chatos. rs.

O Spielberg como sempre tarado por ETs enriqueceu a história. Não jogou lá à toa, dá gosto de ver aquilo, não estamos só, tenho quase certeza, se são inteligentes ou não é outra história. Não posso falar muito, cada um que confira.

Mas antes que pensem que estou fazendo uma resenha, vou logo afirmando: só queria memso registrar a minha emoção em ser presenteada no mês de aniversário com tão belo trabalho. Tem uma bela resenha dos meninos do 100grana, vale a pena conferir http://100grana.wordpress.com/2008/05/25/100grana-viu-indiana-jones-e-o-reino-da-caveira-de-cristal/

Ele já encontrou Arca Perdida, lutou contra um feiticeiro indiano que arranca corações com a mão, bebeu o sangue envenenado de Kalima, não só achou o Santo Graal como bebeu no próprio Cálice Sagrado e como se não bastasse… Ainda viu alienígenas. E tudo isso, sem nunca perder o chapéu.

Esse é Indiana Jones!

Por hoje é só, retorno depois e Bloguinho como dizem os curintianos “nunca vou te abandonar”

ledger.jpg coringa1.jpg Gerlandy Leão

Noite passada vi a notícia que Heath Ledger faleceu e eu tinha que colocar algo a respeito. Realmente foi um susto, e confesso q me emocionei mesmo.  Foi uma notícia inacreditável. Dizem que todo mundo que morre vira bonzinho, mas parece ao contrário, parece que quem é bom morre logo. Não é por ter morrido agora que vou fazer uma de fãzinha, mas realmente acompanhei alguns filmes deste ator e admirava o seu trabalho pela sua simplicidade e como dava sabor aos personagens.

Quanto ao Batman, realmente ele terminou todas as gravações, mas é uma pena que ele não tenha visto a crítica deste trabalho. Aliás, tá correndo a história de que foi o personagem que causou a morte do ator, ao envolvê-lo tanto numa buscar de um resultado bom. Mas creio que sejam só boatos, o povo as vezes exagera, mas ainda é uma incognita. Apesar do filme não está pronto, os trailers que saíram já renderam bons resultados, com certeza conseguiu dá um ar mais assassino e tenebroso ao coringa, claro que não se isenta o diretor, aliás o Nolan é o cara, pois foi ele que encontrou o verdadeiro Batman em Cristian Bale, mas o Ledger conseguiu uma bela tonalidade de voz, uma feição tenebrosa e um sorriso bem escroto, bem, mas não assisti ao filme ainda, são só pedaços soltos, já falei, tenho que esperar ainda alguns meses.

Enquanto isso vale a pena dá conferida em alguns filmes estrelados por esse grande ator que apesar de uma carreira tímida fez belos filmes. Sei que ele tem outros, mas só vou indicar os que assisti né minha gente. Aí vai:

  • 10 Coisas que odeio em você– é uma comédia romântica bobinha. Há quem diga que é o passado negro de Ledger, mas creio que mostra a versatilidade do cara. Ele faz o papel de um cara contratado para conquistar a irmã de uma menina. O cara é maior grosso e sem coração. Apesar da compreensão do filme está nos momentos finais, para mim é imperdível ouvi-lo cantar “I love you baby…”;
  • Coração de cavaleiro– foi o primeiro filme dele que assisti. Uma mistura de comédia com aventura, mostra alguém lutando para ser cavaleiro na idade média sem possuir sangue nobre. O que ele vai fazer? Vou falar não, assista;
  • O patriota – é aquele título idiota que eu não teria assistido por achar que era mais uma história sem graça. Tava sem fazer nada num certo lugar e acabei vendo e adorei mesmo. Ele é filho de um personagem vivido por Mel Gibson (o filme é do próprio Gibson que gosta mais de violência do que o próprio Tarantino). Sua insistência em ir para a guerra e ser patriota, acaba obrigando o pai a se envolver contra a própria vontade na mesma. Preparem os lencinhos, o filme é lindo e emocionante;
  • Os irmãos Grimm– acho que assisti esse filme de fantasia umas trocentas vezes e assisto mais ainda. O filme é todo bom, desde o roteiro até as ótimas atuações de Damon e Ledger respectivamente como Will e Jacob Grimm. A priori trata-se de trapaceiros que vão às cidades venderem produtos contra seres encantados, mas no decorrer do percurso vão encontrar uma cidade que possui uma floresta encantada. Neste lado vc escontrará digamos personagens de contos de fadas de forma sombria, vale a pena ver. É sempre bom ver releituras de clássicos, misturados com histórias e atuados por pessoas talentosas;
  • O segredo de Brokeback Moutain- Ficou vulgarmente conhecido no Brasil como o filme dos caubóis viados. Com certeza você já viu. E vc ainda quer que eu diga mais alguma coisa? o trabalho de Heath Ledger e Jake Gyllenhaal foi bem interpretado, dirigido e premiado. Apesar de concorrer Ledger não levou estatueta. Os dois são lindos e estrelaram uns dos beijos mais belos do cinema.

Ta boa a relação, depois não reclama que eu não sou boazinha. Vou procurar outros, já que não serão feitos. É uma pena, mas todo mundo morre, menos o Sarney.

Gerlandy Leão

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Dogma 

Perto do término do ano meu irmão me trouxe um catálogo que me encheu de alegria tive. A minha surpresinha era o título do filme Dogma em DVD em uma rede de locadora à venda, qual a vantagem? A vantagem é que eu procurava este filme um bom tempo. Assisti no século passado ainda em VHS e então não encontrei mais uma alma vivente (na verdade nem um conhecido) que tenha assistido o mesmo, na verdade só anos mais tardes. Naquela época a grana era curta, eu não recebia mesada, no máximo ficava sem lanchar na escola para juntar um dindin para alugar filme e ainda torcer para alguma bondosa alma me emprestar o Vídeo Cassete. Pois bem este filme teve uma grande importância da minha vida devido ao seu caráter herege. Eu era bem crente na época e ouvia cada palavrão e personagens bagunçando com nomes bíblicos. Meu interesse óbvio foi devido à campanha de boicote da igreja católica contra o filme. Acendeu aquela luzinha na minha cabeça e assistimos meu irmão e eu juntos. Não dá para negar que me senti tentada a fazer alguns questionamentos sobre descendência de Jesus (bem antes do boom Código da Vinci), sobre livre arbítrio dos homens e anjos, sexualidade de cristo, preconceito na bíblia, poder de deus (judaico-cristão ocidental rs) sobre o homem etc. Claro uma das cenas que já me diverte é a famosa estátua Jesus Legal e analisar porque a personagem principal era tão melancólica.

Não é meu intuito fazer uma resenha sobre o filme, ao contrário só justificar porque fiquei tão eufórica em encontrá-lo à venda. É que não tínhamos DVD em versão português, inclusive um amigo havia explicado sobre a  sua busca desesperada http://defumado.wordpress.com/2007/06/18/cinefilo-desesperado/ , (sim, ele tb é fã). Eis que nossa busca chegou ao fim? Não, quando corri para adquirir o produto, estava tudo esgotado. Enfim estou na fila e vou tentar compara-lo este ano.

   Frankenstein 

Outro filme que eu buscava bastante era Frankeinstein de Mary Shelley. Buscava pelo menos o VHS para transformar em DVD. Coincidência ou não, encontrei poucos dias depois uma locadora que estava vendendo algumas fitas. Consegui encontrar meu querido filme no estoque, mas ele estava classificado como pesquisa, ou seja só podia ser assistido no local e se eu me atrevesse a tentar dá uma proposta de compra me sairia os olhos da cara, sem contar no processo de transformação, que não sei perto da sua casa, mas o lugar mais barato que conheço custa R$ 20 paus. Não que o filme não mereça, mas digamos que final de ano estava desprovida de certos bens para gastos. Na verdade o filme vale bastante para mim. Quem me conhece sabe como sou apaixonada por essa história e por esse belo trabalho de Kenneth Branaghah estrelado por nada mais nada menos que Robert De Niro (isso mesmo, ele não faz apenas filme de mafioso não).

Minha paixão por essa obra dá-se por ser o primeiro filme que me abre os olhos para as questões humanas. Até então filme para mim era só olhar imagens animadas e com voz. A partir dele comecei a olhar com mais entusiasmo. Vale a pena tê-lo né? E revê-lo tb. Eu tinha o mesmo problema do citado acima. O filme já existia em DVD mas não em português, mas acreditem que saindo da locadora que queria me surrupiar meus últimos centavos, fui p net e como quem não quer nada resolvi dá uma pesquisada sobre o filme, a ultima vez que li sobre foi em maio no site da amazon e tava barinho mais de 100 dolares, eis que de repente vi a bufunfa custando 27. Menino só podia ser presente de papi noel. Procurei em sites brasileiros, olha lá estava minha versão brasileira. Depois que tirar meu nome do SPC vai ser minha primeira aquisição com meu cartão.

  Indiana Jones 

O ano promete na telona viu? E estarei lá dia 22 de maio, três dias antes do meu aniversario para ver o gordo e velho Harrison Ford na pele do arqueólogo mais charmoso e competente do cinema. As aventuras da Trilogia do Dr. Jones fizeram minha alegria na infância, mas confirmo que já vi marmanjos babando e aguardando essa estréia. Confesso que tenho acompanhado pouco as informações do filme. Sei que o elenco conta com a presença da premiada Cate Blanchett (Elizabeth, Babel e O aviador), apesar de não gostar muito da cara de fuinha que ela faz nas cenas, olhei algumas fotos e ela parece está bem colocada como vilã. Embora os nostálgicos que adoram a mania do “no meu tempo era melhor” estarem com medo ao afirmarem que continuações não são tão boas como antigamente, este filme tem tudo para dá certo. Primeiro porque a parceria é a mesma Steve Spielberg, George Lucas e claro mantém o verdadeiro, o único Indiana Jones (e pensar que Tom Selleck havia sido escalado para estrelar o filme, Cruzes! Ainda bem que foi fazer a série Magno que vc que tenha pelo menos 23 anos deve lembrar), Segundo porque a tradição mostra que a seqüência de cada Indiana Jones é melhor do que a anterior. Caçadores da Arca perdida, é fantástico com as cenas clássicas das serpentes, e apresentando o famoso chicote do cara (e que chicote!), mostrando inicialmente o lado de um aventureiro e pouco depois um professor em sala de aula, mas veio O templo da perdição com aquelas cenas sombrias de vodu, o jantar macabro, o sacrifício na fornalha, a ponte cortada, os crocodilos embaixo, os gritos histéricos da mocinha, e abocanhou o primeiro. De repente Sean Connery é convidado para ser pai do Junior (quem diria o Dr. Jones com crises com seu papai) e mostra porque A última Cruzada é a melhor. Além do show de atuações, o roteiro é sem dúvida o mais rico, cheio de detalhes, na busca pelo famoso Graal e a insistência do homem em acreditar que este é capaz de trazer juventude. Apesar de ser envolvente do inicio ao fim, o filme chega no clímax nas famosas provas que ele percorre para tentar salvar seu pai. Gente, é obrigatório.

 Bem, que venha o quarto , não acredito que esperariam tantos anos para se perderem no caminho. Espero que não.  

O cavaleiro das trevas

Mais um filminho que espero com água na boca para ver na telona este ano. Um pouco depois de Indiana Jones, estréia 18 de julho O Cavaleiro das Trevas, a seqüência de Begins.

Bale que me perdoe, mas quem tem roubado as cenas sobre as especulações do novo Batman é o novo coringa. Outro que me desculpe é Nicholson, mas o filme nem estreou Heath Ledger já é cogitado como o melhor coringa que já surgiu. Cheguei até a participar de algumas enquetes, pesquisas quem deveria seria o mais adequado para o papel, entre nomes, votei sim em Sean Penn, e acreditava em Jonny Depp até pq ele mostrou interesse em ser o palhaço em Gotan City. Foi aí que tive a certeza porque sou uma mera telespectadora e o Nolan um grande diretor. Quando ele indicou Ledger, pensei porque não pensei nele antes? Mas não pensei exatamente por saber que seria um papel diferente do que ele sabia, e na verdade esse é o forte de Ledger, ser Versátil.

Tou acompanhando o filme a cada clique, a cada nova foto e lendo spoiller que já perdi as contas, nem dá p saber a verdadeira história, tão cogitando tanta coisa. Inclusive sobre a importância do Duas Caras. Segundo a direção Harvey Dent/Duas caras (Aaron Eckhart) aparece timidamente neste filme apenas como  promotor, dando entender que vem vindo o terceiro da era nolan, com ele já transformado. Mas sei não, alguma coisa me diz q eles tão mostrando muita coisa do coringa exatamente para esconder algum outro jogo. Bem o trailer mostra um Batman preocupado, há especulações de a sociedade se revolte contra ele, mas não se sabe porque. Tenho que esperar até julho mesmo.

Também não sou de falar de filme  explicando, afinal nem tenho autoridade para isso, ou tempo para estudar. Por pura diversão mesmo queria falar um pouco sobre as minhas expectativas para Telona em 2008, e claro escolhi esses 2, por se tratar de paixão na minha infância/adolescência.

 Gerlandy Leão

 

 simone.jpgEntão chegou o fim do ano.

Dezembro é dezembro pelo menos 20 dias antes do início do mês quando as ruas já estão enfeitadas para vender. O povo, o comércio insiste em terminar o ano antes do tempo.  É assim com todas as datas, mas natal é pior. Não se preocupem, este não é mais um daqueles artigos falando que o natal é comercial, isso você já sabe, na verdade nem eu sei sobre o que é. Ta é meu primeiro post do mês de dezembro e embora tenha dito que meu blog não é termômetro da minha vida, de como me sinto, sou levada pelo o que ocorre, e estamos em natal. Todo lugar enfeitado de vermelho e verde, as musiquinhas mais chatas da face da terra, acho que não perdem nem para as músicas de carnaval.

 

Dezembro! Dezembro é um mês bem chato, principalmente para quem é estagiário ou trabalha como cooperada como eu, logo não temos direito a 13° salário. Vejam que sofrimento, todo mundo pagando as continhas ou mesmo fazendo novas e eu juntamente com meus colegas escragiários, nos contentamos em chupar o dedo, porque nem dindin para comprar um pirulito Pop dá.

 

Eu nem queria mesmo. Cresci sem comemorar natal por nascer em uma casa que sabia que o natal tinha origem pagã. Nós éramos     os únicos cristãos que não comemoravam natal. Sim, pois sabíamos que este lance de nascimento de Jesus tinha sido uma grande jogada, ouvíamos até que a origem das bolas de natal eram cabeças de pessoas que eram arrancadas e colocadas numa grande árvore, em regiões que as pessoas dançavam ao redor cultuando o deus-sol. Cristão que é cristão não comemora natal. A própria bíblia que os cristãos tanto se baseiam, não cita data de nascimento de cristo, cita o dia da morte 14 de nisã, mas nascimento. EU não tenho textos para citar aqui sobre natal pagão, ta certo eu fico devendo algo, vou escrever a respeito, ou melhor, vou nada, é só digitar no deus google (ele se tornou nosso deus agora) e procura a verdadeira história do natal.

 

Papai noel outra figurinha adorada por crianças apesar de deixar de acreditar lá pelos 8 anos, só me lembro de 3 referências a ele. Uma foi porque o filho da mãe só visitava a casa de uma vizinha chata na esquina. Toda vez eu via ele chegando puxando um saco e eu não sabia porque de lá ele não descia para minha casa. Outra vez deixei meu tênis na janela, sério, ouvi aquela musiquinha. Coloquei lá, dormi tranquilamente crente que amanheceria com um presente dentro do meu tênis. Mas nada. Minha mãe sorriu de mim quando eu falei, não entendi o porquê do riso. Lembro outro momento de acordar numa manhã do dia 25 com um troço embaixo do meu travesseiro. Quando olhei era um conjuntinho de cozinha, para brincar de casinha. Saí correndo para encontrar minha mãe e saber quem me dera, ela insistiu que tinha sido papai noel, todos insistiram que tinha sido papai noel. Mas já era tarde, não acreditava mais. Só muitos dias depois com muita insistência descobri que tinha sido uma vizinha, uma senhora que gostava muito de mim e eu dela. Ela pediu à mamãe que não dissesse que tinha sido ela, queria incentivar minha imaginação. Não sou contra o papai noel por isso. Acho até legalzinho realmente essa imaginação, e esse brilho nas crianças. Mas o perigo é que quem pode se veste de papai noel e agrada aos filhinhos, quanto aos demais ficam sofrendo. De qualquer forma cada um alimenta como bem quer a sua casa.

 

Lá em casa era assim. Não tinha esses lance de árvore, bolinhas, presépios, ceia, nada nada. Não temos obrigação de dá presente em datas estipuladas pelo comercio. Eu senti falta muitas vezes, é certo, mas aprendi a entender. Não estou dizendo que não posso presentear pessoas atualmente, mas independe do natal. O lance é que nos sentimos influenciada por esse espírito, ta chegando fim do ano mesmo, aí vem aquele espírito melancólico de o tempo ta passando.

Se você como eu não liga muito para esse negócio deve aproveitar o natal como eu. Lanchando na casa de algum amigo ou assistindo filmes, porque dormir não dá, já que todos nossos vizinhos estão acordados ouvindo aquele somzinho, afinal há coisas mais interessantes do que ouvir a Simone cantar “Então é natal”. Por falar em filmes, sei que existem uns bem enjoadinhos, mas tem uns maravilhosos que eu adorei e recomendo.

a)      Edward – mãos de tesoura: Quem não assistiu este filme? Acho que todos. Johnny Depp, naquela história mágica, sinistra, linda e emocionante;

b)      O estranho mundo de Jack: É animado e de Tim Burton o mesmo diretor deste acima, então já dá p imaginar que não podia ser diferente. O filme é maravilhoso com o famoso” que é isso?”. O encontro de Jack com o natal mostra como nem sempre dá certo esse lance de negar sua cultura. Tem momentos super empolgantes como “Pega o papai Cruel, bata ele bem, deixa ele descansar na linha do trem”;

c)      Esqueceram de mim: Me dêem desconto. É uma bela lembrança da infância. E vamos e convenhamos era super divertido ver o Joe Pesci apanhando para a o Calkin. Prova de que a inteligência é superior à força.

d)      Simplesmente amor: Uma comédia romântica de múltipla história lindíssima. É sim aquele que tem o Rodrigo Santoro. É bom para relaxar e pensar no amor;

e)      O Grinch: È Jim Carrey mas não dá para saber que é ele, um ser que vive no lixo. Uma das melhores críticas ao natal. “Vocês onde vai parar esse monte de presentes que vocês compram todo ano? NA MINHA CASA. NO LIXO?”.

f)        Os fantasmas contra atacam: Como sempre é ótimo ver o mal humorado Bill Murray num papel mal humorado, criticando também o natal e ao mesmo tempo fazendo uma análise sobre sua vida passada e futura. É ele vive viajando com a ajuda de fantasmas no futuro e no passado, já dá para saber porque eu gosto né? Sou fã de viagem ao tempo;

g)      Enquanto você dormia: uma das minhas comédias românticas preferidas. Uma história simples, sem grandes pretensões, mas tão singela. Dá uma paz muito grande ver aquelas trapalhadas. Bill Pulman e Sandra Bulock, geralmente sem sal, fizeram um bom casal;

h)      Feliz Natal: taí um típico filme que pelo título deve-se imaginar que se trata de uma história boba, mas se trata de um delicioso filme francês. Assisti recentemente essa história que fala sobre a primeira guerra mundial, em uma noite de natal em que escoceses, alemães e franceses, dão uma trégua e comemoram juntos o natal. È aquela história: amanhã eu te mato, mas hoje vamos cantar “Noite feliz!!!”. Se a grana tiver curta, assista pelo menos este.

É, não tenho muita opção para dezembro, a não ser ficar andando de confraternização em confraternização, comendo, dançando, e me divertindo, ou fazer uma caridade que deve ser feita o ano todo. Mas é que só em dezembro a gente tem um dinheirinho por causa do 13°. Xi, ia esquecendo, não tenho isso. Então plagiando a idéia do meu amigo Aarão (veja http://bibliomutante.wordpress.com/2007/12/11/colabore-com-o-meu-natal/), convido você cristão a alegrar

meu natal.

 

 inspiração: Ah não preciso falar né?

Gerlandy Leão

 

“Aquilo que escrevemos não vale aquilo que deixamos de escrever”.

A citação do velho Drumonnd pode ser compreendida não no sentido de desprezar nossos registros, mas de realmente valorizar o que pretendemos escrever, de valorizar o que desejamos e o que nos inquieta. A universidade é um dos lugares muito propícios para o desenvolvimento destas escritas, mas precisamente científicas.

 

Não tenho dados para apresentar, mas é indiscutível que cotidianamente a universidade produza, por meio de seus pesquisadores, vários textos importantes [ou talvez nem tanto] para a ciência e para sociedade.

Dentre essas produções destaca-se o Trabalho de conclusão de curso- TCC ou como é mais conhecido a famosa monografia.

Mas o que é mesmo uma monografia? Foi uma das minhas perguntas ao encarar este grande desafio. Quem nunca tremeu diante dela? E por que temer?

Simplificando, a monografia nada mais é do que o trabalho de um aluno sobre um determinado tema, escolhido por este próprio aluno. Mas é exatamente aí onde está o problema. O tema é escolhido pelo aluno.

 

Durante os anos de estudo somos preparados [ou talvez nem tanto] para redigirmos sobre determinados assuntos. Encaramos cerca de seis disciplinas por semestre onde cada professor exige no mínimo um trabalho por cada uma dessas. Ao chegarmos ao último semestre do curso já tiramos de letra como escrever trabalhos. É possível até fazer um tutorial de como fazer trabalho acadêmico. Basta escolher algumas frases tão bem conhecidas, tais como: “Vive-se no mundo marcado por grandes transformações…”; “ É preciso atentar-se para os novos paradigmas…”; “Desde tempos primórdios …”; “Atender às necessidades de informação…” e por aí vai. Só para se ter idéia, nas duas últimas disciplinas que assisti na universidade, a turma dividia-se em quatro equipes onde ao longo da mesma foram apresentados três seminários em cada uma. Como quase todas as equipes introduziram seus trabalhos falando a mesma coisa, tive que ouvir estas frases pelo menos umas vinte vezes, isso em um semestre em apenas duas disciplinas, perceba o tormento.

 

Mesmo assim o trabalho é como podemos dizer, bem legalzinho, era bem feitinho, bem normalizado etc. Com certeza atendia às perguntas do mestre e nos garantia boas notas.

Aí perguntam-me, o que isso tem a ver com a minha primeira proposta de redigir sobre a dificuldade de escrever monografia? Tem a ver exatamente com o processo de decidir como iniciar a monografia. Nos trabalhos acadêmicos damos conta de várias páginas em duas semanas e na monografia pena-se para arrancar uma lauda do cérebro, mas o pior, o maior desafio está já no próprio projeto.

 

É que agora, infelizmente só dependemos de nós. É a hora da nossa maior pergunta. E agora professor? “ E agora? Te vira”. Agora não tenho mais as perguntas do professor para responder. Agora sou eu quem deve fazer as perguntas. É a hora que pergunto o que devo fazer. Qual a qualidade do meu trabalho. O medo me assolou (e acredito a muitos que me lêem) exatamente pela preocupação em desenvolver um trabalho que não seja simplesmente engavetado. Assola-me o medo de ter um trabalho tão medíocre ou tão ruim que possa até ganhar o prêmio Ignobel. Só abrindo um parêntese, para os que não o sabem que acredito serem poucos, este prêmio está para o Nobel assim como o Framboesa está para o Oscar. Trata-se de uma premiação de pesquisas científicas realmente sérias que aparentemente, depois de concluídas não apresentam muitas vantagens para a ciência e para a sociedade em geral (existem muitas por aí assim). O ignobel é composto por várias categorias tais como o Nobel. Conta-se que existem os cientistas que vão à cerimônia de entrega do prêmio. É aquela história: “Falem mal, mas falem meu nome”. Mesmo com toda essa gozação em cima dos caras (embora utilize este termo tão informal, que fique bem claro que se trata de doutores) eles devem ser louvados pelo menos pelas indagações que fizeram e que comprovaram.

 

 

Uma coisa eu sei, não pretendo ganhar nenhum prêmio a não ser o de ver o meu trabalho concluído. Se eu conseguir sair da primeira linha com certeza deslancharei rumo à, pelo menos, qüinquagésima página.

 

 

A conclusão que tirei ao aceitar o desafio de escrever meu TCC foi realmente descobrir o que eu realmente queria saber. Se estiver confuso, explico. A maior dificuldade de se fazer uma monografia é realmente saber realizar as perguntas corretas. Achamo-nos o máximo quando entregamos aquele trabalho enorme, bem redigido e normalizado e achamos que isto é prova de que o TCC não será bicho de sete cabeças quando chegar o momento. Os bolsistas de iniciação científica então devem ser os que mais se sentem preparados para tal. Mas na hora H, não é bem assim. Por que será? Acontece que quando somos apenas freqüentadores de aulas temos apenas tarefas a cumprir. Quando somos bolsistas temos apenas as perguntas do nosso orientador a responder. E se você está achando que o que quero dizer é: Perguntar é mais difícil do que escrever, você acertou em cheio. Podem até não concordar comigo, mas é provável que respeitem meu pensamento. Acredito que existem respostas para tudo o que quisermos no mundo, só que às vezes não indagamos corretamente. Perguntas mal feitas podem deixar uma pessoa perdida em um local por horas. Perguntas mal feitas podem atrasar uma pesquisa por muito tempo. Perguntas mal feitas podem nos impedir de alcançarmos e recebermos algo. São iguais piadas bobas como por exemplo: “você tinha isso? Por que não me disse? Oras, porque você não perguntou”.

 

Mas o que capacita a perguntar de forma correta? Só as informações que temos a respeito. E agora até lembro-me de uma cena de um filme que assisti, passado em um futuro bem distante. Um cientista morre e um policial tem um desafio de descobrir se este se suicidou ou foi assassinado. O policial afobado (como sempre) acredita já ter as repostas, mas percebe o quanto está enganado e que o problema está na sua forma de fazer perguntas. Não contarei o final do filme, mas é certo que só depois de muitas informações, ele é capaz de alcançar a meta e descobrir o enigma, através de uma seqüência de perguntas e respostas concomitantemente. Aos interessados o nome do filme é: Eu, Robô.

 

Às vezes agimos assim tal como esse policial. Chegamos afobados ao professor com nossa empolgação, concluindo tudo. Vou falar sobre isso e aquilo, aí ele quebra nossas perninhas e nos perguntamos. Onde estamos errados? Estamos errados por não termos informação suficiente sobre um determinado assunto. Se não temos leitura, já era, vamos escrever sobre algo que alguém já escreveu há séculos. E a ciência ficará só se repetindo (mas será que isso é ciência mesmo? Taí uma boa pergunta) sendo difícil o desenvolvimento da sociedade.

 

Não será por isso que nunca tenham encontrado respostas para tantas perguntas que temos? Tal como a cura da Aids e câncer, como acabar a fome, como fugir da morte, como transformar algo em ouro e assim por diante. Será que realmente não existem respostas para tais perguntas?

 

 

E agora acrescentando ao meu texto, destaco que não adianta nada responder tais indagações se não soubermos o que fazer com as informações. É melhor manter-se encoberto do que apenas fazer um trabalho para inflar o ego do pesquisador (que é o que tem ocorrido muito ultimamente). A sociedade precisa das nossas pesquisas em todas as áreas do conhecimento, e percebo que a monografia tem que ser mais do que um simples Trabalho de conclusão de curso. Ela pode ser encarada como um passo importante na resolução de um problema. Gostaria de ser útil com meus textos, mas também com minhas ações.

 

Por enquanto tenho poucas perguntas a fazer, talvez ninguém me responda. Por isso estou em uma grande enrascada, e agora mais do que nunca. Por que acabo de defender a importância das minhas indagações e no momento a única que tenho é o que você está pensando agora ao ler meu pequeno texto. Pelo menos sou humilde ao admitir minha limitação (fazer um pouquinho de graça). Posso escrever aqui livremente sem medo de sanções ou de interrogações, mas para encarar a banca examinadora a coisa é mais difícil. Até porque eles têm cada pergunta. Acho que deveriam se preparar mais. Em muitos casos parecem que nem lêem o trabalho direito e/ou não prestam atenção na defesa do aluno e já vêm com as famosas “por que o céu é azul?” enquanto o teu trabalho fala da importância do lápis.

 

Para não cair nas armadilhas da banca só tenho algo a fazer. Submeter-me à tutela do professor. E agora professor o que eu faço? Entrego um trabalho que já foi perguntado inúmeras vezes por inúmeras pessoas, que já sei até a conclusão, antes dos dados serem recolhidos, e saio respirando rumo à colação de grau ou dou uma de revolucionária e corro o risco de não terminar uma pesquisa que seria tão importante [ou talvez nem tanto]? Por onde começo? Por que não responde professor? Será que enfim o professor cansou de dar a reposta? Será que enfim ele resolveu acreditar no aluno? Então finalmente posso sentir-me importante para a ciência? Talvez nem tanto.

 

Inspiração: Um certo dia, tive de sentar e escrever meu projeto de conclusão de curso. Não tinha nada que fizesse sair uma linha aproveitável. Aí comecei a escrever isso aqui. A gente se desespera mas consegue. Já defendi meu trabalho há um ano. Dia dos professores está chegando e como ultimamente ando sem inspiração, vou publicando este aqui mesmo.

Gerlandy Leão

 

Criminosa, eu?
Agora resolveram fazer campanha para me enquadrar como bandida porque compro ou assisto filmes piratas [ao politicamente correto deixo claro que não estou fazendo apologia à pirataria]. Passando pela rua vi uma passeata de carros com pessoas todas sinalizadas com camisetas de campanha contra a pirataria, até aí tudo bem. Mas depois vi um out door altamente agressivo sobre você que compra filmes piratas é igual a um formador de quadrilhas, traficante de armas e drogas, membro do crime organizado, explorador de trabalho escravo dentre vários. Não acreditei naquilo. Já não bastava ser constrangida pela abertura de cada DVD “você não roubaria uma bolsa, uma velhinha, isso, aquilo e blá blá, por que roubaria um filme?” . Nem assim conseguiam me convencer que  era uma criminosa. Nessa tarde vieram com a tentativa de que roubavámos empregos de milhares de pessoas e, portanto as locadoras de filmes estavam condenadas à falência. Por quê? Por quê? Porque comprei filme pirata, ou porque baixei filme na internet, ou peguei emprestado com algum amigo.

Mas não colou. Comigo não Juvenal! E olha que eu sou muito sentimental. Não estou falindo nenhuma locadora, ao contrário nunca fui muito boa cliente embora me considere cinéfila desde os 13 anos de idade. Mas também nunca loquei tantos filmes na minha vida como atualmente e mesmo assim não largo o jeitinho alternativo. As pessoas que me conhecem sabem da minha paixão por essas obras maravilhosas, mas não vou falar aqui da arte em si, falo do material, da mídia, do suporte [essa aula eu não perdi] de como este chega e como o aproveitamos.  Creio os únicos que têm sentido verdadeiramente a falta da minha visita são as emissoras de televisão.

Sou daquele tempo que esperava ansiosamente os pacotes de filmes anunciados no início do ano em cada canal. Ficava vibrando só em saber o que passaria ao longo deste. Às vezes nem chegava a ser transmitido na mesma temporada que fora anunciado, mesmo assim aguardávamos animados. Não sei se mais alguém fazia isso, eu mesma nunca comentei com ninguém, mas toda vez que meus irmãos e eu ouvíamos de longe a chamada, corríamos, vibrávamos e gritávamos toda vez que anunciava o que esperávamos, ou até quando falavam em algum que nem conhecíamos, mas no comercial todo filme era bom, principalmente quando citavam “com Fulano de tal e Betrano de lal”. Depois a gente se reunia para comparar os pacotes de cada emissora.

Sabíamos todos os horários cines  em todos os canais. Não assistíamos nada na TV a não ser os filmes. Tínhamos anotações para controlar todas as transmissões e pouco a pouco íamos eliminando o que víamos enquanto aguardávamos o que faltava. Nunca consegui votar naquele programa em que poderia escolher entre três opções o intercine, mesmo assim eu torcia. Era muito mais excitante que qualquer jogo de futebol. Quantas madrugadas passei em frente à TV. E houve dias em que amanhecemos assistindo aos mesmos só pulando de canal em canal. Assisti tantos filmes que nem lembro o nome. Trabalhos lindos mesmos que tentei recuperar depois, mas não tinha muitas informações sobre os mesmos. Foi daí que começamos a nos interessar pelos nomes dos atores, atrizes, diretores, produtores dentre outras coisas como trilhas sonoras. Tudo isso para ter o máximo de informação sobre o bendito  Já que não tínhamos o filme em mãos (pois não era locado) ficávamos torcendo para que a programação não cortasse os créditos no final dos mesmos antes que anotássemos. Ah! era muito bom acumular o máximo de dados sobre as obras e depois ficar discutindo principalmente com meu mano.

Às vezes quando coincidia de não assistirmos, por um ter dormido antes, ou estar em outro lugar a gente indicava um ao outro. Eu nunca fui muito boa nisso, comentava se tinha sido bom ou não e ficava viajando com minhas idéias, até hoje eu me envolvo mais com as idéias do filme. Meu irmão não. Ele era muito bom naquilo, contava para mim detalhadamente tudo o que acontecia. Desde o início até o fim. Atuava na minha frente e fazia trejeitos. Ele se emocionava ao me falar de cada detalhe. Foram vários filmes que ele me narrou, mas quatro me marcaram mais, tanto que pude comprovar depois disso que ele sabia contar muito bem, inclusive esses dois primeiros eu chorei mesmo: Frankenstein de Mary Shelley (que depois de visto tornou-se uma das minhas histórias preferidas), Pequeno milagre, Clube da Luta e A outra história americana. Tudo bem que o infeliz me fez o favor de falar os surpreendentes finais destes dois últimos mesmo assim ele era perfeito imitando o Edward Norton nessas atuações maravilhosas. E toda vez eu me arrepio quando lembro da atuação do De Niro e Aidan Queen em Frankenstein [ Por que chora? Porque ele era meu pai]. Meu irmão foi foda interpretando os dois de uma vez, ainda baixou a cabeça me olhou de lado e fez a boca tortinha do monstro e me lançou: Porque ele era o meu pai. Não teve como segurar o arrepio e as lágrimas. Eu ficava babando a paixão com que ele me detalhava. Só encontrei uma pessoa com capacidade de se aproximar dele com essa paciência pelo menos comigo, não sei se é porque eu sou uma boa “telespectadora/ouvinte”, mas esse grande amigo me narrou o último Rocky tão perfeitamente que nem assisti ainda, me sinto saciada. Me mostrou um rei gritando “Death!!” enquanto se arrepiava, e imitou uns loucos dançando de forma escrota. Achava lindo como ele não também não tinha um pingo de vergonha de interpretar papéis para mim. Pois é, eles  pirateando os filmes. Assistem e me relatam. Quando dá, eu “revejo”.

Eu já morava nessa terrinha quando aluguei meu primeiro filme com dinheiro que juntei do lanche com os demais e pedimos um vídeo cassete de algum irmão da igreja emprestado há dez anos. Foi aí que aprendi a gostar de filmes legendados. Não tinha jeito, não tinha opção, todo mundo com mais de 4 anos deveria lembrar disso, mas as coisas acontecem tão rapidamente que parecem que esquecem até que passávamos um bom tempo rebombinando a fita. A gente ficou super satisfeito na época, mas não dava para saciar nossa sede. Em momento algum nossos pais iam pagar pelo nosso vício e continuávamos consumidores da boa e velha TV. Curtimos poucos, mas ótimas obras que inclusive nunca passaram ou serão transmitidas na tela como Dogma.

Cinema de verdade, telona, demorou mesmo. Fizemos uma tentativa na adolescência e o dinheiro que o nosso pai nos deu não dava nem para pipoca, aí a gente fez um “Agá” e retornamos dizendo que havia esgotado para não constrangê-lo. Eu mesma só fui ver depois que já estava na universidade, tinha meu dinheirinho e podia pagar pela minha entrada. Vez ou outra estou lá sozinha ou com minha mana. Meu antigo contador de filmes nunca pisou numa sala de cinema, nem assim está atrás de alguns que vão só a passeio. Cinema para mim é sagrado. Eu vou para assistir mesmo.

Nos últimos anos a TV tem me visto pouco. Eu nem sei mais a programação cine e às vezes chego até a começar a assistir, porém, muitas vezes cansada eu digo que vou dormir, outro dia eu alugo e assisto. Em outro tempo eu jamais a ignoraria. O sono logo era despertado. Mas agora não. Por muito tempo dei ibope e fui uma das que vibrou com uma lista “dos filmes milionários” que atormentavam as noites de terça e sexta da rede globo. Bons tempos aqueles viu? Teve filme que teve mais de 40 pontos de audiência. Hoje eles servem mesmo só para preencher horários. Não são mais importantes para a programação como há alguns anos. Por isso confirmo: quem perdeu terreno foi a televisão. Os filmes piratas deram alternativa para assistir filmes que provavelmente a pessoa não assistiria, não locaria ou iria ao cinema e sim no máximo acompanhariam por qualquer canal.

O que tem acontecido com as pessoas? Eu nunca vi tanta gente assistindo filmes como agora. Quem consome esses filmes não são clientes que as locadoras e/ou distribuidoras perderam. Esses são uma parcela de pessoas que ignoravam e agora com a facilidade de acesso, com a diminuição dos preços dos aparelhos, têm uma oportunidade de também assistir. E por falar em emprego, que tal olharmos como uma chance (mesmo que informal) para muitos vendedores. E vamos e convenhamos, não fossem pelos piratas nunca os originais baixariam o preço para ficar mais acessível. Ih, acho que peguei mal, de novo pareceu apologia.

Eu pelo menos não tenho deixado de locar, ir ao cinema e até possuo filme original. Mas realmente não abro mão desse jeitinho. Compro, baixo, troco, tenho até fornecedor.

Podem me prender. Eu não me importo, já tenho direito à cela especial mesmo, aproveitem e levem um filminho para mim que vai estrear ano que vem.

Inspiração: Há muitos dias eu queria escrever algo sobre filmes, não encontrava um assunto específico. A campanha caiu como luva.

* Fiz uma lista com nomes de filmes para ser título, mas acho que este foi o que ficou mais adequado mesmo. É um filme de uma história verídica sobre um rapaz que atormenta a vida da polícia através de falsificação de cheques e principalmente por se passar por outras pessoas. O cara é tão monstruoso que chega a passar no concurso para ser advogado sem nunca ter sentado numa carteira na faculdade de direitos. Com atuação brilhante de Leonardo de Caprio (nunca levou estatueta, embora tenha provado que é muito mais que aquele chato do Jack de Titanic) e Tom Hanks (já levou duas para casa), vale a pena conferir.